O conflito entre Israel e o Irã - país que figura entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo - já começa a aparecer no preço dos combustíveis e também no comportamento de quem abastece. Na noite de ontem, 22 de junho, vários postos de combustíveis registraram filas de carros aguardando para encher o tanque.
Conforme já indicavam as projeções da semana passada, o diesel comum ficou 6,5 centavos por litro mais caro, enquanto a gasolina comum teve alta de 2,4 centavos por litro, de acordo com o site Mais Gasolina. Com isso, o preço médio do diesel comum passa a ser de 1,535 €/l, e o da gasolina comum, de 1,691 €/l.
Conflito Israel–Irã e preço dos combustíveis: reajustes nas principais redes
Entre as grandes redes, BP e Repsol elevaram os preços da gasolina comum e do diesel comum em 3 e 8 centavos, respectivamente. Já a Galp aplicou aumento de 2,5 centavos por litro na gasolina comum e de 7,5 centavos por litro no diesel comum.
Quando tensões geopolíticas envolvem grandes produtores e rotas estratégicas do petróleo, o mercado costuma reagir rapidamente: expectativas de menor oferta, risco no transporte e movimentos especulativos tendem a pressionar as cotações internacionais. Mesmo antes de qualquer interrupção efetiva, esse tipo de incerteza costuma chegar ao consumidor na forma de reajustes e maior procura nos postos.
Como é feito o cálculo do preço dos combustíveis
Como de costume, a referência usada para calcular o preço dos combustíveis são os números divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados da última sexta-feira, 20 de junho.
Os valores publicados pela DGEG já consideram os descontos praticados pelas redes de postos, além das medidas do governo que continuam em vigor. Ainda assim, vale reforçar: tratam-se de médias indicativas, que podem não coincidir exatamente com os preços encontrados em cada posto.
Um ponto que também ajuda a explicar diferenças entre estabelecimentos é a dinâmica local de concorrência e logística: custos de transporte, volume de vendas e estratégias promocionais podem fazer com que o preço final varie bastante entre bairros e cidades, mesmo quando a referência de mercado é a mesma.
Medidas do governo em vigor
Desde 2022, seguem valendo as medidas do governo para aliviar a alta do preço dos combustíveis, com impacto principalmente sobre o valor do ISP.
Neste ano, o ISP aumentou 3 centavos por litro; porém, como houve redução na taxa de carbono, a carga tributária total sobre os combustíveis acabou não sofrendo alteração.
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