De acordo com dados preliminares sobre a atividade turística divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 2025 registou uma aceleração no crescimento dos pernoites de residentes (+5,4%, face a +2,2% em 2024) e, em sentido contrário, uma desaceleração nos pernoites de não residentes (+0,8%, depois de +4,9% em 2024).
Pernoites de residentes e não residentes em 2025 (INE)
Ainda assim, os pernoites de não residentes mantiveram-se predominantes, representando 69,4% do total e somando 57,0 milhões. Já os pernoites de residentes, com 30,6% do total, alcançaram 25,1 milhões.
Menor dependência dos mercados externos face a 2024
Na comparação com 2024, o INE (Instituto Nacional de Estatística) assinala uma redução da dependência dos mercados externos, que passou de 70,3% em 2024 para um nível inferior em 2025, refletindo um peso relativamente maior da procura interna.
O Instituto sublinha que, “desde 2015, apenas no período entre 2020 e 2022, fortemente marcado pela pandemia de Covid-19, foram observados níveis de dependência dos mercados externos inferiores aos registados em 2025”.
O que estes resultados sugerem para o setor do turismo
O reforço do ritmo de crescimento dos pernoites de residentes pode indicar um dinamismo maior do turismo interno, com impacto direto na ocupação e na receita ao longo do ano, sobretudo em épocas tradicionalmente menos dependentes de visitantes estrangeiros. Para o setor, este movimento também pode abrir espaço para ajustar ofertas e campanhas voltadas ao público doméstico, sem perder o foco no volume ainda dominante de não residentes.
Ao mesmo tempo, a desaceleração do crescimento dos pernoites de não residentes, mesmo mantendo a liderança em participação, reforça a importância de estratégias de diversificação e fidelização em mercados externos. Variáveis como conectividade aérea, condições económicas nos países emissores e calendário de eventos podem influenciar a evolução anual, tornando a gestão de demanda e a adaptação do produto turístico ainda mais relevantes.
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