Nesta semana na ciência, pesquisas e descobertas curiosas chamaram a atenção: uma revisão coloca em xeque o exercício como tratamento para osteoartrite; imagens de radar sugerem que o gelo da Groenlândia pode estar “se mexendo” de um jeito inesperado; um estudo investiga como o álcool altera a forma como o cérebro se comunica; e há ainda achados inusitados - de um fóssil com a cloaca mais antiga já descrita a uma pluma de lítio na atmosfera ligada à reentrada de detritos espaciais.
Além do fator “uau”, esse tipo de compilação ajuda a acompanhar como a ciência avança em frentes muito diferentes ao mesmo tempo - da saúde pública à dinâmica do clima, passando por impactos ambientais de atividades espaciais que vêm crescendo também no debate brasileiro.
Exercício ajuda na osteoartrite? Nova revisão traz resultados surpreendentes
Uma nova análise sugere que o exercício talvez não seja um tratamento tão útil quanto se imagina para pacientes com osteoartrite. Segundo os autores, a prática física tem pouco efeito na melhora da funcionalidade.
No conjunto das evidências avaliadas, os pesquisadores concluíram que o exercício foi menos eficaz para melhorar dor e função do que uma cirurgia de substituição total da articulação em pessoas com osteoartrite de joelho e de quadril.
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Álcool muda profundamente como o cérebro se comunica, aponta estudo com ressonância magnética
Exames de ressonância magnética (RM) indicam que o álcool pode bagunçar as conexões do cérebro em escala de rede - e a intensidade da embriaguez percebida se relaciona com o quanto o cérebro fica “desconectado”.
De modo geral, algumas áreas cerebrais se tornaram mais “fechadas em si” e menos integradas ao restante do cérebro, embora esse padrão não tenha aparecido de forma uniforme em todas as regiões. A ideia é parecida com um trânsito que passa a circular repetidamente por um único bairro, em vez de fluir pela cidade inteira.
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“Aberração da natureza”: cientistas suspeitam que o gelo da Groenlândia esteja “revolvendo” como rocha derretida
Uma nova análise de imagens de radar identificou estruturas semelhantes a plumas na camada de gelo da Groenlândia, com um movimento que lembra o comportamento de rocha derretida sob a crosta terrestre.
“Descobrir que a convecção térmica pode acontecer dentro de uma camada de gelo contraria um pouco a nossa intuição e as nossas expectativas. Ainda assim, o gelo é pelo menos um milhão de vezes mais macio do que o manto da Terra, então a física fecha”, afirma o glaciologista Robert Law, da Universidade de Bergen, na Noruega.
“É como uma empolgante aberração da natureza.”
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Pluma de lítio na atmosfera é atribuída à reentrada de um foguete da SpaceX
A reentrada de foguetes na atmosfera já vinha sendo associada à poluição do ar, e agora uma pluma de lítio foi rastreada até um fragmento antigo de um Falcon 9, da SpaceX.
O trabalho apresenta a primeira evidência observacional de que detritos espaciais que retornam à atmosfera deixam uma “assinatura” química detectável, causada por ação humana, nas camadas superiores do ar. Também foi a primeira vez que uma pluma de poluentes, gerada por um evento específico de reentrada de lixo espacial, foi acompanhada a partir de observações feitas do solo.
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Fóssil de réptil de 290 milhões de anos pode guardar o ânus fossilizado mais antigo
Um fóssil com cerca de 290 milhões de anos pode representar o ânus mais antigo já conhecido. A marca de pele deixada por um réptil antigo preservou a impressão de uma cloaca.
“Estruturas de tecido mole como essas são extremamente raras no registro fóssil - e, quanto mais voltamos na história da Terra, mais excepcionais elas se tornam”, diz o paleontólogo Lorenzo Marchetti, do Museu Alemão de História Natural, em Berlim.
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Estudo identifica o “efeito A Química do Mal” após diagnóstico de câncer
Um novo estudo encontrou indícios do chamado efeito A Química do Mal: depois de um diagnóstico de câncer, as pessoas ficam muito mais propensas a serem condenadas por algum crime.
Apesar do apelido, a maioria dos pacientes não passa a agir com a crueldade de um anti-herói de televisão. De acordo com o estudo, as condenações tendem a envolver delitos como furto em lojas ou posse de drogas.
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A combinação dessas notícias também aponta para um tema em comum: fenômenos complexos (do comportamento humano ao clima) muitas vezes exigem evidências diretas - imagens, medições químicas, exames de RM, revisões de dados - para separar intuição de realidade. É esse tipo de “checagem” que, aos poucos, muda práticas clínicas, orienta políticas e redefine o que achamos que sabemos sobre o mundo.
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