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PSP alerta para a presença de lagartas processionárias do pinheiro em Portugal.

Mulher ajoelhada observa cachorro curioso diante de lagartas em trilha na floresta.

Com a chegada desta época do ano e a subida das temperaturas, torna-se cada vez mais frequente encontrar lagartas-processionárias do pinheiro em áreas com pinheiros, incluindo passeios, jardins e zonas de mata.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal reforça que estes insetos deslocam-se em fila - formando verdadeiras “procissões” - e possuem pelos urticantes que, ao contacto, podem desencadear reações alérgicas tanto em pessoas como em animais.

Lagartas-processionárias do pinheiro: riscos e cuidados recomendados pela PSP

Segundo a PSP, a orientação principal é não tocar nas lagartas nem nos ninhos que ficam nas árvores. Também é indicado:

  • Manter crianças e animais de estimação afastados das lagartas e das áreas onde elas circulam.
  • Evitar varrer, sacudir, mexer ou perturbar os ninhos, porque essa ação pode dispersar os pelos urticantes no ar e aumentar o risco de exposição.

Se for identificado um ninho em local público, a PSP recomenda que a população comunique o caso às autoridades.

Atenção redobrada com animais: sinais e possíveis lesões

A PSP alerta que as lagartas-processionárias do pinheiro podem provocar lesões graves em animais, sobretudo na língua e no focinho. Os tutores devem ficar atentos a sinais como:

  • Inchaço do focinho
  • Salivação excessiva
  • Dificuldade para engolir
  • Coceira intensa
  • Urticária
  • Vômitos
  • Letargia
  • Perda de apetite
  • Dificuldade para mastigar
  • Alterações nos olhos

Diante de qualquer sintoma, a orientação é procurar atendimento médico ou veterinário.

Os sinais podem surgir em minutos ou poucas horas e exigem intervenção imediata, já que podem evoluir para complicações graves e, em alguns casos, até levar à morte.

Como reconhecer áreas de risco e reduzir a exposição

Em locais com pinheiros, é prudente reforçar a vigilância durante caminhadas e passeios, principalmente em trilhas, praças e jardins onde possa haver queda de ninhos ou circulação das lagartas pelo chão. Observar o caminho e evitar que cães cheirem, lambam ou peguem “qualquer coisa” do solo ajuda a diminuir a chance de contacto com os pelos urticantes.

O que fazer em caso de contacto acidental

Caso exista suspeita de contacto com as lagartas-processionárias do pinheiro ou com seus pelos urticantes, evite esfregar a pele ou os olhos e procure avaliação profissional o quanto antes. Em animais, não tente manipular a boca ou remover resíduos por conta própria: a prioridade é atendimento veterinário imediato, pois a evolução pode ser rápida.

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