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O aeroporto Roissy CDG passa de 3 para 7 terminais; toda a sinalização será alterada.

Passageiro caminha com mala puxável em aeroporto com equipe trabalhando e avião ao fundo.

Viajar de avião pelo Aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle (Roissy) deve ficar mais fácil do que nunca - e ainda bem.

Nos últimos tempos, o cenário nos aeroportos parisienses tem mudado. Enquanto o Aeroporto de Orly, ao sul de Paris, bate recordes, o Paris-Charles-de-Gaulle, em Roissy, ainda encontra dificuldades para voltar aos níveis de 2019. Uma das possíveis razões é simples: para muita gente, o lugar é um verdadeiro labirinto.

Quem já embarcou no Aeroporto Paris-Charles-de-Gaulle, ao norte da capital, sabe do que se trata - e talvez até tenha passado perto de perder a paciência. Encontrar o terminal certo e, depois, o portão de embarque costuma ser mais confuso do que em outros aeroportos. A notícia boa é que isso está prestes a mudar: em alguns meses, a sinalização do Aeroporto de Roissy vai passar por uma simplificação radical.

Aeroporto de Roissy: mais simplicidade a partir de 2027

Terminal 2C, Terminal 2G, Terminal 3, estacionamento W Eco, estacionamento AB… Seja ao falar de terminais, estacionamentos ou salas de embarque, a sensação atual no Aeroporto de Roissy é de caos total. Dá mesmo vontade de “arrancar os cabelos”.

Foi justamente por isso que o grupo ADP promoveu neste verão uma consulta pública, reunindo 17 mil participantes e 20 mil contribuições. Na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, o grupo apresentou a sua “proposta de contrato de regulação econômica”, ou seja, a visão de futuro para a operação do aeroporto.

Paris-Charles-de-Gaulle (Roissy): novos terminais, novos estacionamentos e novas letras nas salas de embarque

Para evitar que passageiros continuem se perdendo nos corredores e conexões, o aeroporto adotará novos números de terminais e de estacionamentos, além de novas letras para as salas de embarque. Em vez de operar com três terminais, alguns deles ainda subdivididos, o Roissy-Charles-de-Gaulle passará a contar com sete terminais distintos - uma organização considerada essencial para ganhar clareza.

A mudança começa a valer a partir de março de 2027. E, felizmente, uma coisa permanece: o nome do aeroporto não será alterado.

O ADP afirma que “tudo será muito intuitivo”, e que o aeroporto deixará de ser tão complexo quanto é hoje. Afinal, quase perder um voo por causa de uma sinalização confusa é o tipo de situação que ninguém quer enfrentar. Vale lembrar que a área de conexões recebe 25 milhões de viajantes por ano - e ninguém comprou passagem para participar de uma prova de orientação ao norte de Paris.

A estação CDG 2 também deve mudar de nome (decisão da SNCF)

A estação CDG 2, hoje associada ao Terminal 2, também deverá ser renomeada, já que, a partir de março de 2027, ficará bem no meio dos terminais 3, 4, 5 e 6. Porém, essa alteração não depende do aeroporto: a decisão é da SNCF.

O que essa simplificação muda na prática para quem viaja

Na prática, a reorganização tende a reduzir erros comuns, como seguir placas que levam a um terminal “certo no número, errado no caminho” - algo frequente em áreas com subdivisões e nomenclaturas pouco consistentes. Para quem faz conexão, especialmente, uma sinalização mais direta pode representar menos estresse e mais previsibilidade na hora de calcular deslocamentos internos.

Também é uma oportunidade para o aeroporto padronizar melhor as informações entre placas, mapas e orientações digitais. Em grandes hubs, quando a sinalização física e os aplicativos/monitores usam a mesma lógica de nomes e códigos, a chance de confusão cai bastante - principalmente para turistas e para quem passa por lá pela primeira vez.

Um desafio do tamanho dos Jogos Olímpicos - e um alívio anual para milhões

Para alguns observadores, essa mudança ampla chega a ser um desafio do nível de “receber atletas e turistas durante os Jogos Olímpicos de 2024”. Agora, resta aguardar para ver a nova sinalização do Aeroporto de Roissy em funcionamento.

Uma coisa, porém, parece certa: a mudança tende a ser amplamente positiva e deve aliviar a vida de milhões de viajantes todos os anos. No fim das contas, isso faz diferença - e muita.

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