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Portugal nega as alegações da Ryanair

Homem falando em púlpito com bandeira de Portugal, com avião e pista ao fundo em aeroporto.

Declarações de Michael O’Leary sobre o Aeroporto de Lisboa, Montijo e as rotas para os Açores

O diretor-executivo da companhia aérea, Michael O’Leary, afirmou que o Aeroporto de Lisboa teria condições de atender imediatamente um volume maior de passageiros. Na mesma linha, criticou a expansão prevista para Montijo, classificando o processo como lento sem necessidade. O’Leary também alertou que os impostos ambientais europeus estariam a ponto de tornar deficitárias as ligações aéreas para os Açores.

Resposta de Miguel Pinto Luz: Aeroporto de Lisboa, slots, TAP, Ryanair, Montijo e Benavente

Em reação, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, respondeu por meio do Instagram. Segundo ele, o governo “não responde a intimidações nem a alegações falsas” e prefere basear-se em fatos.

Pinto Luz ressaltou que o Aeroporto de Lisboa não está a ser limitado artificialmente e que a projeção é de ultrapassar 36 milhões de passageiros em 2025. Ele acrescentou que já existe um plano de ampliação em andamento, capaz de elevar a capacidade para algo entre 40 e 45 milhões de passageiros.

Sobre a distribuição de slots, o ministro esclareceu que as alocações seguem as regras europeias e que TAP e Ryanair operam sob as mesmas condições.

Por que Montijo foi considerado e por que o novo aeroporto será em Benavente

Em relação a Montijo, Pinto Luz explicou que a escolha teve como base o uso de uma base aérea militar, considerando critérios ambientais e de ordenamento. Ainda assim, frisou que o novo aeroporto será construído em Benavente, com o objetivo de reduzir impactos tanto para os moradores quanto para o meio ambiente.

Açores: impostos, concorrência e exigência de respeito

Ao comentar o caso dos Açores, o ministro disse que os impostos continuam entre os mais baixos da Europa. Ele reforçou que Portugal mantém uma postura de abertura à concorrência e ao investimento, mas que “exige respeito, verdade e seriedade”.

Como decisões de capacidade e sustentabilidade costumam afetar o setor aéreo

Em discussões sobre capacidade aeroportuária, é comum que companhias pressionem por mais disponibilidade de slots para ampliar frequências e abrir rotas, enquanto governos e autoridades precisam compatibilizar essa expansão com regras europeias e limitações operacionais.

Ao mesmo tempo, metas ambientais e tributos ligados a emissões vêm pesando cada vez mais no desenho de malhas aéreas, sobretudo em rotas insulares. Nesse cenário, o debate tende a envolver não apenas rentabilidade, mas também previsibilidade regulatória e mitigação de impactos para comunidades locais e ecossistemas.

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