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Novo FIAT 500 a gasolina custa menos 7000 euros que o elétrico

Carro compacto branco Fiat 500 Hybrid estacionado em ambiente moderno com tomada de recarga elétrica.

Os números são claros: a terceira geração do FIAT 500 nasceu para ser exclusivamente elétrica. E, embora tenha começado muito bem nos dois primeiros anos, as vendas despencaram e não voltaram ao patamar inicial.

Para reagir à queda na procura por carros elétricos, a marca italiana resolveu recuar um passo e recolocou um motor a combustão no 500. O resultado é um modelo cujo preço fica cerca de 7 mil euros abaixo da versão 100% elétrica - e que está prestes a chegar ao mercado.

Os pedidos do novo FIAT 500 Hybrid já estão abertos, com valores a partir de 20 850 euros. A produção ocorre na fábrica de Mirafiori, em Turim (Itália), e as primeiras unidades estão previstas para o primeiro trimestre de 2026.

FIAT 500 Hybrid: retorno às origens (sem abandonar a eficiência)

Comparado ao 500e (elétrico), o FIAT 500 Hybrid muda muito pouco à primeira vista. As alterações são tão discretas que a principal diferença é justamente a que não aparece por fora: o conjunto mecânico.

Sob o capô, o compacto italiano usa o conhecido 1.0 Firefly de três cilindros da geração anterior, agora com auxílio de um sistema de híbrido leve (mild hybrid) de 12 V.

Ainda assim, os números de potência não são idênticos aos de antes. O modelo entrega 65 cv e 92 Nm de torque, ou seja, 4 cv a menos. De acordo com os engenheiros da marca, a redução é uma consequência direta das normas de emissões cada vez mais rigorosas.

Mesmo sem empolgar na ficha técnica, a proposta segue coerente com o uso para o qual o 500 foi pensado: a cidade. Um indicativo disso é o tempo de mais de 16 s para chegar a 100 km/h, além da velocidade máxima de 155 km/h - que, ainda assim, é 5 km/h maior do que a do Abarth 500.

Consumo, autonomia e o que muda no visual

Se o desempenho não é o destaque, a eficiência passa a ser o ponto central. O novo FIAT 500 Hybrid declara consumo de 5,3 L/100 km. Com um tanque de 37 litros, a autonomia prometida chega a até 700 km - o que representa mais 520 km e 380 km do que o FIAT 500e equipado com baterias de 23,7 kWh e 42 kWh, respectivamente.

No design, a base permanece praticamente a mesma do 500 elétrico. Por fora, ele passa a trazer uma grade inferior dianteira e o emblema “Hybrid” na tampa do porta-malas. Já por dentro, a mudança mais evidente é a chegada do terceiro pedal (embreagem) e do comando do câmbio manual de seis marchas.

Vale lembrar que, na prática, a escolha entre híbrido leve e elétrico puro costuma passar não apenas por preço, mas também por rotina de uso: quem roda muito e não quer depender de recarga pode preferir a conveniência do combustível, enquanto quem tem ponto de recarga garantido tende a valorizar o silêncio e a resposta imediata de um elétrico.

Outro aspecto relevante é o custo total de propriedade. Mesmo sem entrar em detalhes de manutenção específicos, é comum que consumidores comparem fatores como consumo no dia a dia, preços de seguro e disponibilidade de assistência - especialmente em modelos de proposta urbana, em que o carro precisa ser simples de usar e fácil de manter.

Como fica a gama do FIAT 500 Hybrid?

O FIAT 500 Hybrid já pode ser encomendado e tem chegada prevista para o primeiro trimestre de 2026, com preços a partir de 20 850 euros.

A linha terá quatro níveis de acabamento - Pop, Icon, Torino e La Prima - e seguirá os três formatos de carroceria já conhecidos do 500e: três portas, 3+1 e Cabrio.

No caso do FIAT 500 3+1, ele só chega ao mercado nacional em março de 2026 e custará mais 1500 euros do que a versão de três portas.

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