O Aeroporto de Gatwick movimenta quase 40 milhões de passageiros por ano, o que o coloca entre os centros de aviação mais movimentados do Reino Unido. A expectativa é de que esse volume cresça ainda mais a partir da próxima primavera, com o início das operações de novas companhias aéreas no terminal.
Aeroporto de Gatwick: novas companhias aéreas e rotas a partir de 2026
Entre as estreias mais relevantes está a Jet2, que vai inaugurar uma base em Gatwick em 26 de março de 2026. A empresa pretende posicionar seis aeronaves no aeroporto e operar 29 rotas para destinos em diferentes regiões da Europa, incluindo:
- Espanha continental
- Ilhas Canárias e Ilhas Baleares
- Grécia
- Turquia
- Portugal
- Malta
- Itália
- Croácia
- Bulgária
- Chipre
A chegada da Jet2 também deve gerar impacto no mercado de trabalho local: a previsão é de cerca de 300 vagas diretas, distribuídas entre operações de voo, tripulação de cabine, engenharia e serviços de solo. Além disso, espera-se a criação de oportunidades indiretas em funções ligadas à cadeia de suprimentos do aeroporto.
Mais ligações com a França e a Alemanha
A Air France passará a integrar a lista de empresas que operam em Gatwick com uma nova rota duas vezes ao dia entre Londres e Paris Charles de Gaulle, com início em 29 de março de 2026. A nova oferta reforça a conectividade aérea entre o Reino Unido e a França.
A Alemanha estará representada por duas transportadoras. A Eurowings tem início previsto para 29 de março, com 13 voos semanais para Colônia; em seguida, a partir de 13 de abril, adicionará seis voos semanais para Stuttgart. Já a Condor deve lançar, em abril, uma nova rota conectando Gatwick a Frankfurt.
Conectividade de longa distância e Oriente Médio
A malha de longa distância tende a ficar mais robusta com a Beijing Capital Airlines, que, segundo informações publicadas, planeja um novo serviço entre Gatwick e Qingdao, na província chinesa de Shandong.
Outro destaque é a Air Arabia, que vai iniciar, em 29 de março, voos duas vezes ao dia para Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos. Essa operação será o único elo aéreo direto entre Sharjah e o Reino Unido.
Nova rota a partir da Romênia
A companhia romena AminaWings está programada para começar a operar entre Bucareste e Gatwick em 22 de março, com frequência de seis dias por semana.
Expansão após um 2025 movimentado
O reforço de operações em 2026 ocorre na esteira de um ano intenso para o aeroporto em 2025, quando Gatwick recebeu novas companhias, entre elas Kenya Airways, Uganda Airlines, Air Peace, Qanot Sharq e Skybus.
Segunda pista: projeto de £ 2,2 bilhões e mudanças na pista de emergência
O aumento de voos acontece ao mesmo tempo em que Gatwick avança com o plano de colocar uma segunda pista em operação. Em setembro, o aeroporto obteve aval do governo para o projeto de £ 2,2 bilhões, financiado pela iniciativa privada e aprovado pela secretária de Transportes, Heidi Alexander.
A obra prevê reposicionar ligeiramente para o norte a pista de emergência já existente, para que ela possa ser utilizada em decolagens por aeronaves de corredor único (narrow-body), como o Airbus A320 e o Boeing 737. Segundo a administração do aeroporto, essa mudança pode ampliar a capacidade ao longo dos próximos anos e viabilizar uma lista mais diversificada de destinos.
O que muda para passageiros e para a operação do aeroporto
Com mais rotas e maior número de frequências, a tendência é de aumento da oferta de horários e de alternativas de conexão - o que pode influenciar preços, disponibilidade em períodos de alta temporada e até o nível de concorrência em rotas disputadas. Para o passageiro, isso costuma se traduzir em mais opções de voo direto e melhor adequação de horários, especialmente para viagens de lazer ao sul da Europa e para mercados estratégicos.
Ao mesmo tempo, a expansão exige reforço de infraestrutura operacional, como alocação de posições de aeronaves, gestão de pátio, processamento de bagagens e coordenação de equipes de solo. A capacidade adicional trazida pela segunda pista tende a ser um fator-chave para absorver a demanda crescente sem comprometer a regularidade das operações.
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