As primeiras lentes inteligentes da Samsung devem chegar em 2026. Já um modelo com ecrã (tela embutida) só seria esperado para 2027.
Os números de vendas divulgados em torno da parceria Meta + Ray-Ban indicam que óculos conectados estão a despertar cada vez mais interesse no grande público. E um dos nomes que deve entrar nesse mercado em breve é a Samsung. Durante a apresentação do seu headset de realidade mista, o Galaxy XR, a gigante coreana confirmou que está a desenvolver óculos conectados em colaboração com a Google - embora, até agora, sem entrar em detalhes técnicos.
Mesmo assim, rumores já começaram a circular. Segundo uma matéria publicada nesta semana, o GSMArena repercutiu informações do site holandês Galaxyclub.nl sobre os futuros óculos da Samsung. E aqui vai o ponto que pode frustrar quem espera algo mais “futurista” logo de início: as primeiras lentes inteligentes da Samsung, previstas para 2026, não teriam ecrã. Para quem quer um produto com display integrado (na linha dos Ray-Ban Meta Display), a espera, de acordo com essa mesma fonte, iria até 2027.
O que esperar dos óculos conectados da Samsung (rumores para 2026)
A mesma onda de rumores sugere que o modelo inicial deve apostar num conjunto de recursos bem próximo do que já existe hoje em óculos conectados populares:
- Câmara integrada
- Conectividade Wi‑Fi e Bluetooth
- Ligação a dados móveis
- Lentes fotocromáticas, que ficam mais escuras quando expostas ao sol
Na prática, a Samsung começaria com um produto muito parecido com os Ray-Ban Meta em proposta e funcionalidades. E a parceria com a Google reforça a expectativa de que esses óculos usem a plataforma Android XR e tenham integração com o chatbot Gemini.
Um ponto relevante - embora ainda especulativo - é como a Samsung pode amarrar essa experiência ao ecossistema Galaxy. Se a marca levar para os óculos recursos típicos do telemóvel (notificações, chamadas, controlos por voz e acesso rápido a apps), a tendência é que o utilizador consiga realizar tarefas do dia a dia com menos dependência do smartphone, mesmo sem um ecrã nos óculos.
Também vale considerar que, ao chegar ao mercado, o produto deve enfrentar discussões que já acompanham essa categoria: privacidade (sobretudo por causa da câmara) e o uso em espaços públicos. Funcionalidades como indicadores luminosos de gravação, controlos de permissão e configurações claras de partilha podem ser decisivas para a aceitação do público.
Um futuro com menos smartphones
Os óculos conectados disponíveis atualmente ainda não substituem os smartphones. Ainda assim, eles já ajudam a reduzir o tempo com o telemóvel na mão, porque permitem fazer chamadas e consultar uma IA diretamente nos óculos. E os modelos com ecrã, como o Ray-Ban Meta Display, vão além: eles possibilitam até chamadas de vídeo sem que seja necessário tirar o smartphone do bolso.
De qualquer forma, faz sentido que a Samsung esteja a acompanhar esse mercado de perto. E, segundo rumores, a Apple teria abandonado recentemente um projeto de headset de realidade mista para concentrar esforços no desenvolvimento de óculos conectados.
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