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Operação Fúria Épica: submarino nuclear da Marinha dos EUA afunda a fragata iraniana IRIS Dena no Oceano Índico

Navio de guerra emitindo fumaça escura navegando próximo a um submarino em mar calmo.

Mais de quatro dias após o início da Operação Epic Fury, os ataques das Forças Armadas dos Estados Unidos já não se restringem a alvos em território iraniano. Segundo os relatos mais recentes, confirmados pelo próprio Departamento de Guerra, há poucas horas um submarino nuclear da Marinha dos EUA atacou e afundou uma fragata da Marinha iraniana no Oceano Índico, em um episódio sem precedentes na história moderna da força.

No início da manhã, diferentes fontes de código aberto e agências de notícias começaram a informar que uma fragata da Marinha iraniana estava afundando em águas do Oceano Índico, enquanto as autoridades do Sri Lanka davam início a uma operação de busca e salvamento para localizar seus tripulantes.

Com o passar dos minutos, começaram a circular informações de que a fragata, identificada como IRIS Dena, uma unidade da classe Moudge da Marinha da República Islâmica do Irã, havia sido atingida por torpedos disparados por um submarino nuclear de ataque da Marinha dos EUA. Isso representaria a primeira vez, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em que a força afunda um navio inimigo e, no mundo ocidental, a primeira desde o afundamento do cruzador ARA General Belgrano pelo submarino britânico HMS Conqueror durante a Guerra das Malvinas.

A confirmação do ocorrido veio durante uma coletiva de imprensa concedida pelo Secretário de Guerra, Pete Hegseth, que declarou: “No Oceano Índico, um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano que acreditava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo: Quiet Death.”

Ele acrescentou que foi o “… primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial. Como naquela guerra - quando ainda éramos o Departamento de Guerra - estamos lutando para vencer.”

Quanto aos detalhes adicionais fornecidos pelas autoridades norte-americanas, embora não tenha sido confirmado qual unidade da frota de submarinos nucleares de ataque participou da ação - entre as quais figuram submarinos das classes Los Angeles e Virginia, sendo esta última a mais moderna em serviço - foi especificado que o afundamento ocorreu por meio do lançamento de um torpedo MK 48.

Em relação à tripulação, de acordo com informações das autoridades do Sri Lanka, uma operação de busca e salvamento foi iniciada, conseguindo prestar assistência e resgatar 79 tripulantes. No entanto, os esforços ainda continuam para localizar os 101 militares iranianos que seguem desaparecidos.

Retomando o alcance atual da operação, seus objetivos não se limitam apenas a instalações de produção de mísseis e sistemas de lançamento terrestres, bem como estruturas de comando e controle, mas também incluem meios navais iranianos, tanto dentro do território do país quanto aqueles desdobrados em outras regiões, como ocorreu com o IRIS Dena.

Antes desse ataque, nos últimos dias já haviam sido registrados bombardeios contra embarcações e instalações navais. Entre eles, estão ações realizadas contra fragatas e bases expedicionárias em dias anteriores.

Em seu relatório mais recente, o Departamento de Guerra dos EUA confirmou a destruição de pelo menos vinte (20) embarcações de diferentes tipos. De acordo com imagens de satélite, entre elas estão a fragata leve INS Jamaran e a base expedicionária IRIS Makran, que se encontrava na Base Naval de Bandar Abbas no momento do ataque.

Por fim, com a confirmação visual do afundamento do IRIS Dena, a Marinha iraniana passou a contabilizar a perda de duas de suas mais modernas fragatas da classe Moudge no conflito iniciado no fim de fevereiro. Esses navios são derivados do projeto da classe Alvand e foram construídos por estaleiros locais.

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