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Combustíveis voltam a subir na próxima semana. Saiba quanto

Homem abastecendo carro com gasolina em posto de combustível ao ar livre durante o dia.

Depois da queda no preço dos combustíveis registrada no começo desta semana, a tendência para a próxima semana - que se inicia em 14 de julho - é de alta nas bombas.

As projeções do setor indicam um aumento de 3,5 centavos no diesel simples e de 2 centavos na gasolina comum. No caso da gasolina, essa elevação deve praticamente neutralizar o recuo observado nesta semana.

Com isso, a partir da próxima segunda-feira, o preço médio do diesel simples deve subir para 1,608 €/L, enquanto a gasolina comum tende a alcançar 1,693 €/L.

Essas estimativas são calculadas com base nos dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os valores publicados na quinta-feira passada, 10 de julho. Os números da DGEG já consideram tanto os descontos aplicados pelas distribuidoras quanto as medidas do governo atualmente em vigor.

Ainda assim, é importante reforçar: esses valores não são necessariamente os preços que você encontrará no posto, e sim referências médias e indicativas. Na prática, os revendedores têm liberdade para definir os preços que julgarem adequados.

Um ponto que costuma gerar dúvida é por que o preço efetivo varia tanto, mesmo quando há um “valor médio” amplamente divulgado. Diferenças de concorrência local, custos de logística, políticas comerciais de cada rede e até o volume vendido por posto podem alterar o preço final ao consumidor de forma relevante, inclusive dentro da mesma cidade.

Também vale lembrar que oscilações no petróleo no mercado internacional e no câmbio influenciam a formação de preços ao longo do tempo. Mesmo quando o ajuste semanal parece pequeno, a combinação desses fatores com a carga tributária pode amplificar (ou suavizar) o efeito percebido no dia a dia, sobretudo para quem depende do carro para trabalhar ou para o transporte de mercadorias.

Medidas do governo em vigor e impacto no preço dos combustíveis em Portugal

Desde 2022, seguem valendo as medidas do governo para reduzir o impacto da alta no preço dos combustíveis, com atuação principalmente sobre o ISP (Imposto sobre Produtos Petrolíferos).

Neste ano, o ISP foi reajustado em 3 centavos por litro, mas, devido à redução no valor da taxa de carbono, a carga tributária total sobre os combustíveis não sofreu alterações.

Por esse motivo, a soma dos “descontos fiscais” resulta em 17,6 centavos a menos por litro de diesel e 19,2 centavos por litro de gasolina.

Fonte: ACP

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