Nesta semana na ciência, os destaques vão de um espetáculo raro do Sol a descobertas curiosas sobre estratégia, saúde e até aprendizagem em insetos: há uma dica contraintuitiva para vencer pedra, papel e tesoura, um estudo que reavalia o papel do café em um problema cardíaco comum, uma tempestade de auroras provocada por três ejeções solares, um extrato da medicina chinesa antiga com efeitos metabólicos em camundongos diabéticos, novas pistas sobre onde objetos interestelares (ISOs) têm mais chance de atingir a Terra e mamangavas treinadas com uma versão simplificada do código Morse.
Uma observação importante ao ler esse tipo de notícia: resultados científicos costumam depender do desenho do estudo (amostra, duração, método de medição) e podem não valer automaticamente para todas as pessoas ou cenários. Ainda assim, quando diferentes linhas de evidência apontam na mesma direção, surgem boas pistas sobre como o mundo funciona - e onde vale a pena investigar mais.
Cientistas revelam um truque inteligente para ajudar a vencer pedra, papel e tesoura
Uma análise de 15.000 partidas de pedra, papel e tesoura apontou uma estratégia que vai contra a intuição de “aprender com a rodada anterior”: o melhor é agir de forma aleatória e não se guiar pelo que aconteceu no último lance.
Segundo os pesquisadores, tentar ficar imprevisível usando o histórico recente pode atrapalhar. Eles relatam que apenas os cérebros de quem perdeu carregavam informação útil sobre a partida anterior - os vencedores não. Em outras palavras, dar peso demais ao resultado passado tende a prejudicar a tomada de decisão.
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Estudo sobre café questiona recomendações sobre uma condição cardíaca comum
Em um estudo com pacientes em tratamento para batimentos cardíacos irregulares, quem consumia café apresentou, na prática, menor risco de recorrência do que quem não bebia.
Ao longo de seis meses, os cientistas monitoraram recidivas de fibrilação atrial (FA) com duração superior a 30 segundos. No grupo que bebia café, 47% tiveram um episódio de FA; entre os abstêmios, o número foi 64%. Isso corresponde a um risco 39% menor para os consumidores de café.
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3 grandes erupções solares explodem em direção à Terra e levam a previsão de auroras
As auroras chegaram a ser observadas tão ao sul quanto a Flórida, depois que o Sol lançou, na terça-feira, uma rara ejeção “tríplice canibal” de material diretamente em direção à Terra.
O conteúdo das três erupções se juntou e alcançou o planeta quase ao mesmo tempo, o que intensificou a tempestade auroral e fez as luzes aparecerem em latitudes bem mais baixas do que o normal.
Além do impacto visual, eventos assim também são relevantes para infraestrutura: tempestades solares podem interferir em comunicações, navegação por satélite e redes elétricas. Por isso, previsões de clima espacial e monitoramento contínuo do Sol são parte essencial da gestão de riscos tecnológicos.
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Ingrediente da medicina chinesa antiga restaurou o metabolismo saudável de gordura em camundongos diabéticos
Uma pesquisa indica que um extrato de baga usado na medicina chinesa antiga pode normalizar a glicose no sangue e o metabolismo de gorduras em camundongos diabéticos.
“Em vez de apenas reduzir a glicemia como muitos medicamentos, esse extrato vegetal parece ajudar o organismo a recuperar seu equilíbrio metabólico natural. As implicações podem ir além do diabetes e alcançar outras condições que envolvem resistência à insulina”, afirma a química orgânica Huilan Yue, do Instituto Noroeste de Biologia de Planalto, na China.
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Uma parte da Terra tem risco maior de impacto por objetos interestelares (ISOs)
De acordo com simulações que modelam como objetos interestelares (ISOs) entram no Sistema Solar, a região do equador seria a área mais provável de sofrer um impacto.
As estações do ano também influenciam. ISOs com maior velocidade de impacto tendem a chegar com mais chance na primavera, quando a Terra se move em direção ao ápice solar. Já o inverno teria mais potenciais impactadores com maior frequência, porque nesse período o planeta fica posicionado em direção ao antiápice solar, o ponto para o qual o Sol está se afastando em seu movimento.
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Cientistas treinaram mamangavas para compreender uma forma de código Morse
Pesquisadores conseguiram treinar mamangavas para interpretar uma versão simplificada do código Morse, ensinando-as a associar pulsos de luz longos ou curtos à presença de alimento.
“Essa capacidade surpreendente de codificar e processar a duração do tempo pode ser um componente fundamental do sistema nervoso, inerente às propriedades dos neurônios. Só pesquisas futuras poderão esclarecer essa questão”, diz o cientista comportamental Alex Davidson, da Universidade Queen Mary de Londres, no Reino Unido.
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