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Estados Unidos autorizam venda de novos foguetes guiados GMLRS para os HIMARS do Exército de Singapura

Soldado observa lançamento de mísseis de veículos militares em campo aberto durante treinamento.

O governo dos Estados Unidos autorizou a venda de novos foguetes guiados GMLRS destinados a equipar os sistemas de artilharia de alta mobilidade HIMARS do Exército de Singapura. A informação aparece em uma das notificações mais recentes do Departamento de Estado ao Congresso, solicitando aval para uma operação estimada em US$ 83,14 milhões.

Artilharia do Exército de Singapura: Primus 1 e HIMARS

Atualmente, as capacidades de artilharia do Exército de Singapura se apoiam principalmente em duas plataformas, combinando canhões e foguetes:

  • os obuses autopropulsados SSPH Primus 1 de 155 mm;
  • os sistemas de artilharia de foguetes HIMARS, em serviço desde 2010.

Com esse panorama, e priorizando a capacidade de ataque a longa distância, Singapura solicitou aos Estados Unidos a aquisição de uma nova partida de foguetes guiados M30A2 GMLRS para seus lançadores HIMARS.

Notificação ao Congresso: até 45 M30A2 GMLRS e fornecedor Lockheed Martin

Conforme divulgado em 1º de abril, o Departamento de Estado notificou a possível venda de até quarenta e cinco (45) foguetes, totalizando US$ 83,14 milhões. O fornecedor principal indicado para o pacote é a Lockheed Martin.

M30A2 GMLRS (227 mm): emprego em HIMARS e M270 e alcance de 15 a 70 km

De acordo com a apresentação da empresa, o M30A2 é um foguete guiado de 227 mm pertencente à família GMLRS, compatível tanto com os lançadores HIMARS quanto com o M270. Apesar de ser classificado como “foguete guiado”, suas capacidades e o volume de fogo o colocam mais próximo de um “míssil balístico” de curto alcance de baixo custo, operando dentro de uma faixa de 15 a 70 quilômetros.

Além de ampliar o poder de fogo, a introdução de novos lotes de munição guiada tende a reforçar aspectos práticos do emprego do HIMARS, como o planejamento de missões de precisão, a gestão de estoques e a manutenção de prontidão para diferentes cenários de treinamento e operação.

Avaliação do Departamento de Estado sobre impactos e integração

Por fim, o Departamento de Estado afirmou:

“A venda proposta melhorará a capacidade defensiva de Singapura para proteger os aliados que treinam e operam dentro de suas fronteiras, reforçará sua capacidade para enfrentar ameaças atuais e futuras, e aumentará a estabilidade regional. Singapura não terá dificuldades para incorporar esses artigos e serviços em suas forças armadas”.

Em termos de contexto regional, a combinação de sistemas como o HIMARS com munições guiadas GMLRS costuma ser vista como um componente de dissuasão e de resposta rápida, especialmente por permitir engajamentos a distâncias relevantes sem abrir mão da mobilidade do lançador.

Fotografias utilizadas apenas para fins ilustrativos.

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