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Os 50 carros mais vendidos desde janeiro em Portugal

Carro SUV branco Peugeot 2008 Leader estacionado em showroom com fundo urbano e iluminação interna.

Com a chegada do fim de março, já dá para fazer o balanço do primeiro trimestre de 2026 no mercado automotivo português - e os sinais são animadores. No total, os emplacamentos de automóveis de passeio avançaram 9,4% no acumulado do período.

Dentro desse cenário positivo, a pergunta principal é inevitável: qual foi o carro mais vendido em Portugal entre janeiro e março de 2026? Assim como aconteceu no ranking das marcas, a Peugeot também tomou a dianteira quando o assunto são os modelos mais emplacados no trimestre.

Ranking de carros mais vendidos em Portugal no 1º trimestre de 2026: Peugeot 2008 lidera

O Peugeot 2008 terminou os três primeiros meses do ano no topo, com 2.480 unidades e alta de 4,3%. Logo na sequência aparece o Peugeot 208, com 1.793 unidades - embora tenha registrado uma leve queda de 1,1% em relação ao ano anterior.

Fechando o pódio, o Citroën C3 ficou em terceiro, com 1.736 unidades e recuo de 3,1%. Ainda assim, vale a ressalva: em março, o C3 foi o carro mais vendido em Portugal. De todo modo, o pódio nacional do trimestre ficou inteiramente nas mãos do grupo Stellantis.

Tesla Model Y surpreende no Top 10

Entre os destaques do trimestre, o Tesla Model Y chamou atenção por ter apresentado o maior crescimento dentro do Top 10: 181,58%. Esse salto fica mais claro quando comparado ao desempenho fraco do mesmo período de 2025, quando o modelo somou apenas 456 unidades no acumulado de janeiro a março.

Outro modelo que mostrou força foi o Nissan Qashqai, que subiu para a quarta posição entre os mais vendidos, com 1.586 unidades e crescimento de 44,7%. Já o Opel Corsa também merece menção pelo avanço expressivo, com alta de 30,5% no trimestre.

Quedas do trimestre: Renault Clio, Captur e Dacia Sandero perdem fôlego

No lado oposto do ranking, o Renault Clio teve a retração mais marcante do período. Depois de ter sido o carro mais vendido em Portugal em 2025, ele apareceu apenas no 11º lugar no primeiro trimestre de 2026, com 1.198 unidades e queda de 49,3%. A expectativa, porém, é que esse resultado possa reagir nos próximos meses, à medida que as entregas da nova geração sejam normalizadas.

O Renault Captur seguiu a mesma linha negativa e caiu para o 17º lugar, acumulando queda de 34,6%. Já o Dacia Sandero - presença frequente nas primeiras colocações - desceu para a 9ª posição, com 1.304 unidades e recuo de 33,1%.

Novas entradas entre os 50 carros mais vendidos no 1º trimestre de 2026

Também houve espaço para estreias (ou consolidações recentes) na lista dos 50 carros mais vendidos do trimestre. São modelos que chegaram ao mercado português há cerca de um ano e vêm conseguindo tração comercial:

  • Citroën C3 Aircross - 14º, com 1.038 unidades
  • Opel Frontera - 31º, com 564 unidades
  • FIAT Grande Panda - 44º, com 389 unidades
  • Dacia Bigster - 47º, com 359 unidades

MG com crescimento acentuado no mercado português

Ao observar o ranking dos 50 carros mais vendidos em Portugal até o fim de março de 2026, alguns resultados se destacam - e os modelos da MG estão entre os mais chamativos.

A marca segue acelerando, o que fica evidente na evolução de ZS, MG3 e HS. O SUV híbrido já ocupa a 18ª posição, com 902 unidades e crescimento de 217,6%. O hatch híbrido, por sua vez, deu um salto ainda mais impressionante: 442,7%, chegando ao 22º lugar com 738 unidades. Por fim, o HS (SUV híbrido plug-in) praticamente dobrou as vendas e aparece na 41ª colocação.

Outros destaques de crescimento no trimestre

Entre os resultados positivos, vale citar também o novo Mercedes-Benz CLA, com alta de 71,07%, e o SEAT Ibiza, que acabou de passar por atualização e cresceu 70,66%.

Ainda assim, alguns dos maiores avanços vieram de modelos que não são exatamente lançamentos recentes: Peugeot 5008 (+88,74%), Hyundai i20 (+67,92%), Kia Picanto (+63,89%), Volvo EX30 (+63,45%) e BMW X1 (+54,04%).

O que acompanhar nos próximos meses

Com o mercado em alta e mudanças relevantes no ranking, os próximos meses devem mostrar se os líderes conseguem sustentar o ritmo ou se haverá nova dança de posições - especialmente entre modelos afetados por disponibilidade e prazos de entrega. Se a normalização logística da Renault se confirmar, por exemplo, a disputa nas posições intermediárias pode ficar bem mais acirrada.

Outro ponto a observar é a consolidação de híbridos e elétricos no Top 10 e no Top 50: além de mexer com o volume total, essa tendência costuma alterar o perfil de compra (uso urbano, custo por quilômetro e preferência por SUVs), o que ajuda a explicar tanto o avanço de alguns modelos quanto a queda de outros no trimestre.

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