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EUA e China com forte impacto nas vendas da Audi em 2025

Carro elétrico Audi 2025 branco em exposição interna com grande janela e vista urbana ao fundo.

Após um ano influenciado por tensões geopolíticas e pressão econômica - incluindo a concorrência agressiva na China e a nova política tarifária dos EUA -, a Audi terminou 2025 com retração nas entregas globais: queda de 2,9%, totalizando 1,6 milhão de veículos.

Em nota oficial, a marca afirmou que o bom resultado na Europa, na Alemanha, assim como em mercados emergentes e em outros destinos internacionais, não foi suficiente para neutralizar completamente esses impactos. Mesmo assim, a Audi ressaltou que, a partir de setembro, as entregas passaram a ficar consistentemente acima do nível observado em 2024.

Alemanha e mercados emergentes em crescimento

No recorte regional de 2025, apenas a Alemanha e os mercados emergentes apresentaram avanço. Na Alemanha, a Audi comercializou cerca de 206 mil veículos, crescimento de 4%. Já nos mercados emergentes, as entregas chegaram a 133 mil unidades, alta de 5,5%.

Na Europa (excluindo a Alemanha), o recuo foi praticamente estável: queda de apenas 0,5%, com 464 mil unidades entregues.

Nos demais mercados, o principal tombo ocorreu na América do Norte. A Audi entregou pouco mais de 202 mil automóveis na região, retração de 12,2% em relação a 2024. A empresa atribuiu grande parte desse desempenho às tarifas impostas por Donald Trump, presidente dos EUA, ao longo do ano passado - um fator que atingiu de forma mais intensa marcas premium alemãs com forte presença no país.

Tão importante quanto foi o desempenho na China (incluindo Hong Kong). Apesar de o ambiente estar cada vez mais complexo para marcas estrangeiras, o país segue como o maior mercado individual da Audi no mundo. Em 2025, as vendas caíram 5%, para cerca de 617 mil unidades.

Veículos elétricos da Audi em alta

Mesmo com a leve baixa no total global, a linha de veículos elétricos manteve um ritmo forte de expansão. Em 2025, a Audi entregou 223 mil veículos elétricos, um salto de 36% frente ao ano anterior. Esse volume representou quase 14% de todas as vendas da marca no período. Houve recordes de crescimento no Canadá, na Polônia, na Turquia e na Dinamarca.

A Audi também creditou esse avanço ao desempenho dos lançamentos mais recentes: o Audi A6 e-tron somou 37 mil unidades entregues, enquanto o Q6 e-tron alcançou 84 mil unidades vendidas.

Um ponto que tende a ganhar relevância em 2026 é a capacidade de sustentar essa demanda por veículos elétricos com produção, logística e disponibilidade de versões bem configuradas para cada mercado. Além do produto em si, a competitividade passa por custos de bateria, prazos de entrega e, principalmente, pela experiência de recarga - que varia bastante entre regiões.

No Brasil, onde o segmento premium depende de importação e é sensível a câmbio e impostos, a estratégia de eletrificação costuma ser acompanhada de perto por clientes e pela rede. A ampliação de carregadores rápidos em corredores rodoviários e a evolução do serviço pós-venda especializado tendem a pesar tanto quanto o portfólio na decisão de compra de veículos elétricos de marcas como a Audi.

Audi Sport: queda e renovação com RS

A Audi Sport fechou o ano com recuo de 13%, totalizando aproximadamente 36 mil veículos entregues. De acordo com a marca dos anéis, o resultado está ligado à transição de geração de modelos: enquanto uma linha sai de cena e outra entra, a oferta fica temporariamente limitada, o que reduz o volume disponível.

A empresa afirma que esse cenário deve mudar ao longo deste ano, com a estreia de dois modelos 100% novos identificados pela sigla RS, ampliando novamente a capacidade de atender a demanda por versões de alta performance.

Estratégia corporativa e próximos passos

Marcos Schubert, membro do conselho de administração e responsável por vendas e marketing, avaliou o momento da empresa da seguinte forma: “A nossa iniciativa de produto está a ganhar força e as entregas estão gradualmente a refletir isso. Em 2025, conseguimos aumentar principalmente as vendas de modelos elétricos. Queremos manter a trajetória ascendente este ano, graças à nossa nova estratégia corporativa.”

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