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Um novo parque Astérix será inaugurado, com as primeiras atrações abrindo no próximo ano.

Quatro crianças caminhando em parque temático com montanha-russa, estátua gigante e capacetes de construção.

Um segundo Parque Astérix vai finalmente acontecer - só que não na aldeia dos gauleses. A novidade é que a próxima versão do parque vai nascer entre os “godos”: a expansão internacional da marca já tem destino definido e deve abrir as primeiras áreas nos próximos anos.

A responsável pelo movimento é a Compagnie des Alpes, proprietária do parque francês, que confirmou a exportação do conceito para a Alemanha. Em vez de erguer um complexo inteiramente novo do zero, a estratégia será transformar um parque já existente, aproveitando infraestrutura, atrações e operação em funcionamento.

Alemanha no radar: por que o Parque Astérix cruza a fronteira

A escolha alemã está longe de ser aleatória. A França segue como o maior mercado de Astérix, com 141 milhões de álbuns vendidos desde a criação da série, em 1959. Logo atrás vem justamente a Alemanha, onde o gaulês tem uma base gigantesca de fãs: são 134 milhões de álbuns comercializados no país.

Com esse peso cultural e comercial, faz sentido que a primeira “filial” do Parque Astérix surja por lá - onde a marca já é familiar, tem apelo intergeracional e reduz o risco de depender apenas de curiosidade turística.

Belantis vira Parque Astérix: aquisição, localização e meta de público

O parque escolhido para a conversão é o Belantis, situado perto de Leipzig. O plano não é apenas “colocar a placa” da marca: o projeto prevê uma reformulação gradual do espaço para que ele se torne, na prática, um Parque Astérix 2.

A decisão é considerada vantajosa porque o Belantis já conta com atrações instaladas, boa reputação e acesso facilitado. Além disso, o parque foi adquirido pela Compagnie des Alpes em abril de 2025 por 22 milhões de euros, e agora passa a receber oficialmente a licença do universo Astérix.

A expectativa anunciada para a operação é ambiciosa: chegar a 900 mil visitantes por ano.

Cronograma até 2030: transformação por etapas e uma área do Idéfix

A mudança não acontecerá de uma vez. A conversão do Belantis em Parque Astérix será feita por fases, ao longo de vários anos. A primeira área tematizada já tem janela definida: deve abrir na primavera do próximo ano e será dedicada ao Idéfix.

Depois disso, as demais zonas e adaptações virão gradualmente, com a transformação completa prevista para 2030/2031.

O que já existe no Belantis e por que isso facilita a adaptação

Diferentemente de parques baseados em uma franquia específica, o Belantis nasceu com uma proposta mais “histórica”, encenando épocas e referências variadas. Entre os cenários, há:

  • uma pirâmide;
  • uma rua medieval;
  • um castelo;
  • trirremes gregas;
  • atrações radicais, como montanhas-russas.

Esse conjunto cria uma base visual e estrutural interessante para a direção artística do gaulês bigodudo: dá para remodelar ambientações, ajustar narrativas e inserir personagens sem apagar totalmente a identidade do lugar - mantendo personalidade própria enquanto o universo Astérix ganha protagonismo.

Do Oise para o mundo: a trajetória do Parque Astérix na França

Vale lembrar de onde tudo começou. O Parque Astérix abriu as portas em 1989, no departamento de Oise, na França. Na época, a ambição era clara: oferecer um grande parque temático francês como contraponto ao modelo americano de um Disney que buscava se instalar no país.

Em 2002, a Compagnie des Alpes comprou o parque e passou a investir na modernização das atrações e na criação de novidades. O resultado aparece nos números: em 2025, o parque recebeu 2,9 milhões de visitantes, consolidando um sucesso tanto cultural quanto financeiro - e justamente esse desempenho ajuda a explicar por que a marca agora se sente pronta para se expandir para fora da França.

O que muda com um Parque Astérix na Alemanha (além do idioma)

A adaptação para o público alemão tende a ir além de placas traduzidas. Para sustentar a meta de 900 mil visitantes anuais, a operação deve equilibrar fidelidade ao humor e às referências de Astérix com uma experiência acessível para famílias e turistas de diferentes regiões, inclusive com comunicação multilíngue, calendário sazonal bem definido e integração com transporte e hospedagem no entorno de Leipzig.

Também é provável que a implantação por fases seja usada para testar recepção de temas, personagens e tipos de atração, ajustando intensidade, narrativa e ambientação conforme a resposta do público - um caminho prudente quando se transforma um parque existente sem interromper totalmente a operação.

Eles são loucos, esses alemães.

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