O Instituto Nacional de Estatística (INE) registou um avanço no volume de viagens, mas os próprios dados apontam que o ritmo perdeu força em relação ao trimestre anterior, quando a alta tinha sido bem mais intensa.
Esse crescimento apareceu tanto nas viagens domésticas quanto nas viagens internacionais, embora em cadência mais moderada. Ainda assim, as deslocações dentro do país continuaram a liderar com folga, representando mais de 85% do total, enquanto as saídas para o exterior ficaram em torno de 15%.
Ao longo do trimestre de verão, houve aumento no número de viagens em todos os meses. Julho foi o destaque com a maior expansão. Mesmo com a sequência positiva, os números mostram uma redução gradual na taxa de crescimento ao longo do período, com setembro a apresentar uma subida mais contida.
Motivos de viagem: lazer, visitas a familiares e amigos e razões profissionais
O principal motivo para viajar continuou a ser lazer, recreação ou férias, embora o total de deslocações com esse objectivo tenha diminuído. Em sentido oposto, as viagens para visitar familiares ou amigos tiveram um avanço expressivo. Já as viagens por razões profissionais seguiram menos frequentes, mas também cresceram.
Planeamento e reservas: serviços de pré-reserva e uso da Internet
No tema do planeamento, menos de metade dos residentes recorreu a serviços de pré-reserva, numa tendência que voltou a cair, sobretudo quando se trata de viagens internacionais.
O uso da Internet para reservas manteve-se mais comum nas viagens internacionais do que nas viagens domésticas, reforçando a diferença de comportamento entre quem viaja dentro do país e quem se desloca para fora.
Alojamento e permanência: família/amigos, hotéis e duração média das viagens
Quanto ao alojamento, ficar na casa de familiares ou amigos permaneceu como a alternativa mais utilizada, concentrando a maior parte das dormidas. Em seguida, os hotéis e estabelecimentos similares foram a segunda opção mais escolhida.
A duração média das viagens ficou ligeiramente abaixo da observada no mesmo período do ano anterior, com agosto a sobressair como o mês com estadias mais longas. O INE também assinala um pequeno aumento na proporção de residentes que fizeram pelo menos uma viagem turística, embora setembro tenha registado uma leve queda na comparação com o ano anterior.
Além de indicar mudanças no volume e no perfil das deslocações, esse conjunto de resultados ajuda a compreender como a procura se distribui ao longo do verão, mês a mês, e como a preferência por alojamentos em casa de familiares e amigos influencia o total de dormidas.
Os dados também sugerem que a forma de organizar a viagem continua a diferir conforme o destino: nas viagens internacionais, a digitalização do processo tende a ser mais presente, enquanto nas viagens domésticas o recurso a reservas online, embora relevante, aparece com menor intensidade.
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