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É o fim do Mac Pro? Veja o que dizem os rumores.

Pessoa ajusta alto-falante ao lado de duas telas com edição de vídeo em mesa com bloco de notas, teclado e HD externo.

O Mac Pro pode estar a caminho de perder relevância dentro do portefólio da Apple. Nos bastidores, a empresa passaria a encarar o Mac Studio como a alternativa mais interessante para profissionais que exigem alto desempenho.

Historicamente, o Mac Pro foi a escolha “óbvia” para quem precisa de muita capacidade de processamento. Ainda assim, esse formato não tem o mesmo apelo comercial de modelos como MacBook Air, MacBook Pro e Mac mini, que dominam as vendas. Isso reforça a percepção de que o Mac Pro raramente ocupou o topo das prioridades da Apple - basta lembrar que o primeiro Mac Pro com Apple Silicon só foi lançado em 2023, apesar de a migração dos Macs para esses chips ter começado em 2020.

Mac Studio para profissionais: o Mac Pro fica em segundo plano

Com a consolidação do Mac Studio, o cenário pode ficar ainda mais desfavorável para o Mac Pro. Na sua newsletter mais recente, o jornalista Mark Gurman (da Bloomberg), conhecido por boas fontes sobre a Apple, afirmou que a empresa teria colocado o Mac Pro em segundo plano.

Segundo Gurman, a Apple não teria planos para lançar um chip M4 Ultra. Como consequência, o Mac Pro que deveria ser equipado com esse processador teria sido deixado de lado. E a situação não pararia aí: ele também diz que existe um M5 Ultra no roteiro da Apple, mas sem um novo Mac Pro associado a esse futuro chip ultrapotente. Em contrapartida, um Mac Studio com M5 Ultra estaria a ser considerado.

Mac Pro vs. Mac Studio: concorrência interna na linha Mac

Por enquanto, Gurman não fala em encerramento oficial do Mac Pro. Mesmo assim, a ideia parece ganhar força. Internamente, a Apple estaria a dar preferência ao Mac Studio, tratado como a melhor proposta para o público profissional.

Essa mudança faz sentido quando se olha para a prática: em muitos estúdios e ambientes de produção, o Mac Studio entrega desempenho elevado num gabinete mais compacto e com uma proposta mais direta. Para a Apple, concentrar esforços num modelo com maior procura pode ser mais eficiente do que manter duas opções que competem pelo mesmo público.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que o Mac Pro sempre se diferenciou por um apelo muito específico: o seu formato “fora do padrão” e a promessa de uma máquina voltada a configurações e fluxos de trabalho mais exigentes. Para parte dos utilizadores fiéis ao Mac Pro, a existência desse modelo é também uma questão de identidade e de expectativa de longo prazo para setups profissionais.

O que pode pesar na decisão: expansão, fluxos de trabalho e ecossistema

Um ponto frequentemente citado por profissionais é como cada máquina se encaixa no restante do ambiente de trabalho. Mesmo com grande potência, nem todo computador substitui bem outro se o estúdio depende de determinadas formas de expansão, de periféricos específicos e de integrações com hardware externo. Nesse contexto, o equilíbrio entre desempenho bruto, conectividade e caminho de atualização pode influenciar mais do que o chip em si.

Também é possível que a Apple aposte cada vez mais em expansão externa via Thunderbolt e em soluções de armazenamento e I/O fora do computador, o que tende a favorecer um modelo como o Mac Studio. Ainda assim, há utilizadores que podem sentir falta do “lugar” que o Mac Pro ocupava como símbolo de topo absoluto na linha Mac - mesmo que, na prática, o Mac Studio cubra a maior parte das necessidades atuais.

Informações não oficiais (por enquanto)

Como sempre, é preciso cautela: nada disso veio de um comunicado oficial da Apple. Porém, mesmo que o Mac Studio consiga atender a ampla maioria dos profissionais, é provável que o Mac Pro - justamente por ser um produto tão singular - faça falta a quem se habituou a essa categoria e ao que ela representava dentro do ecossistema da marca.

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