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123456, senha... O top 20 das senhas mais usadas na França é de chorar.

Pessoa usando smartphone com ícone de cadeado e notebook em mesa com papéis coloridos perto da janela.

Os franceses continuam sendo descuidados demais quando o assunto é cibersegurança.

Mesmo com o aumento de alertas e campanhas de conscientização, muita gente ainda deixa de lado a proteção de contas e dados pessoais. Foi nesse contexto que a NordPass, em parceria com a NordStellar, publicou seu sétimo ranking anual com os 200 passwords (senhas) mais comuns.

Para chegar aos resultados, pesquisadores de cibersegurança analisaram vazamentos de dados e bancos de senhas encontrados na dark web no período de setembro de 2024 a 2025. Ao todo, 44 países - incluindo a França - entraram no recorte do levantamento.

NordPass: um top 20 de senhas mais usadas que não surpreende

O resultado reforça um problema recorrente: muitos usuários seguem escolhendo combinações fáceis de adivinhar, o que abre espaço para ataques de força bruta e tentativas automatizadas de invasão. Veja o top 20 de senhas mais usadas na França:

  1. admin
  2. 123456
  3. senha
  4. azerty
  5. 123456789
  6. 12345678
  7. azertyuiop
  8. azerty123
  9. final9999
  10. 12345
  11. 41166
  12. Senha
  13. Azerty123
  14. peixe
  15. senhapasse
  16. 1234567890
  17. refrigerantes
  18. 12345678910
  19. 111111
  20. cannabis

Mitos e hábitos: a cibersegurança falha em todas as idades

No relatório, a NordPass também questiona uma ideia comum: a de que usuários mais jovens seriam naturalmente melhores em higiene digital. Segundo os autores, a fragilidade das senhas se repete de forma muito parecida entre as gerações:

Para nossa surpresa, a qualidade das senhas é baixa em todas as faixas etárias. Esperávamos diferenças claras, mas encontramos uma uniformidade marcante de vulnerabilidades. “12345” e “123456” apareceram como as senhas mais recorrentes em todas as idades, e outras sequências numéricas simples que figuram no ranking global - como “1234567” e “1234567890” - também ocupam posições de destaque.

Na síntese do estudo, a empresa destaca que, apesar do esforço anual em treinamento e campanhas educativas, os padrões gerais de segurança praticamente não evoluíram. E como os vazamentos de dados seguem crescendo a cada ano, o risco continua amplo e perigoso, sinalizando que as estratégias atuais ainda não geram mudança relevante de comportamento.

Como melhorar a higiene de senhas na prática

Se você se perde ao administrar logins e combinações diferentes, um gerenciador de senhas pode ajudar a criar e guardar credenciais fortes e únicas. Além disso, ativar a dupla autenticação (2FA) adiciona uma camada extra de proteção mesmo quando a senha vaza. Outra alternativa cada vez mais comum é adotar chaves de acesso (passkeys), que reduzem a dependência de senhas tradicionais.

Uma medida complementar importante é abandonar de vez a reutilização de senha: quando você repete a mesma combinação em vários serviços, basta um único vazamento para comprometer tudo em cascata. Também vale priorizar frases-senha (passphrases) longas e fáceis de lembrar - por exemplo, com 4 a 6 palavras - em vez de sequências curtas e previsíveis.

Por fim, reserve um tempo para revisar contas antigas e serviços que você não usa mais: desativar perfis esquecidos reduz sua “superfície de ataque”. E, sempre que possível, ative alertas de login e notificações de acesso suspeito nos principais serviços (e-mail, redes sociais e bancos).

Você já encontrou uma forma realmente sustentável de organizar suas senhas sem correr riscos? Conte nos comentários.

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