Entre 17 e 20 de novembro, estradas do Parque Nacional do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, de Évora, de Monsaraz e do Parque Natural da Serra de São Mamede viraram cenário para uma “invasão” rara: supercarros analógicos de verdade - sem eletrificação e sem câmbio automático. Tudo ali era puramente a combustão e, mais importante, formava um grupo seletíssimo de supercarros com caixa manual.
Heróis Analógicos: supercarros analógicos com caixa manual em Portugal
Batizado de “Heróis Analógicos”, o encontro foi colocado de pé pela DK Engineering que, mesmo sendo reconhecida pelo trabalho com Ferrari, reuniu em Portugal um comboio de carros tão exclusivo quanto variado.
O elenco impressionava pela diversidade e pelo nível de raridade: Ferrari F40 GT, 599 GTB, 360 Challenge Stradale (convertida para câmbio manual) e três (sim, três) 288 GTO; dois Singer DLS e dois Porsche Carrera GT; além de dois GMA T.50 (será que foi a primeira aparição em asfalto português?). Para completar, um Pagani Zonda e um Koenigsegg CCX. Em termos de seleção, fica difícil imaginar algo acima disso.
A experiência sensorial também era de outro patamar. Dá para pensar no eco dos “sopranos” de V10 e V12 aspirados, contrastando com o tom mais encorpado dos V8 superalimentados dos italianos e do sueco - sem esquecer o coro alto e metálico dos seis cilindros boxer dos 911 reinterpretados pela Singer.
Mais do que uma reunião de raridades, o evento reforça por que o conceito de supercarros analógicos com caixa manual continua fazendo sentido: a condução fica mais participativa, a sensação de velocidade vem acompanhada de envolvimento mecânico e cada troca de marcha vira parte essencial da experiência, não apenas um detalhe executado por software.
Também há um aspecto cultural nisso tudo. Em tempos de desempenho “perfeito” e assistências cada vez mais presentes, encontros como o Heróis Analógicos ajudam a manter viva uma forma de dirigir em que o piloto ainda tem papel central - e em que o prazer não é medido só em números, mas no que se ouve, no que se sente e no que se controla.
Se ainda faltava um motivo para preservar e seguir apostando em supercarros analógicos com caixa manual, a DK Engineering entregou 14 razões memoráveis - agora, é ver as imagens do evento.
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