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Estudo inédito da Anthropic mostra o que as pessoas realmente esperam da inteligência artificial.

Homem interagindo com holograma de figura humana enquanto está em uma mesa com notebook, celular e caderno.

Não é todo dia que um laboratório de IA tenta medir, em larga escala, o que as pessoas realmente querem - e temem - quando falamos de inteligência artificial generativa. A Anthropic fez exatamente isso com uma pesquisa automatizada (usando sua própria IA) que ouviu 80.508 pessoas, em 159 países e 70 idiomas.

Os pesquisadores da Anthropic, empresa por trás do chatbot Claude, vêm acumulando resultados relevantes. Depois de apresentarem um novo jeito de estimar o impacto da IA no mercado de trabalho com base em dados de uso real, agora publicaram um levantamento inédito para entender as expectativas do público e as principais preocupações em torno da tecnologia.

“Nós pensamos que se trata do estudo qualitativo mais amplo e mais multilíngue jamais realizado”, afirma a empresa. O trabalho foi conduzido pelo Anthropic Interviewer, uma versão do Claude adaptada para realizar entrevistas.

“O Anthropic Interviewer fez a cada participante uma lista de perguntas sobre o que ele esperava e não esperava da IA, e então ajustou as perguntas de acompanhamento conforme as respostas”, explica a Anthropic. Isso permitiu entrevistas abertas e ricas, em escala muito grande. Depois, as respostas foram analisadas pela IA para serem classificadas.

L’excellence professionnelle en tête de liste

Com base nas entrevistas e na análise das respostas pela IA da Anthropic, a excelência profissional é o principal item na lista do que os usuários mais esperam da inteligência artificial (18,8% dos respondentes). Em essência, a ideia é que, com a IA, essas pessoas possam delegar tarefas repetitivas e ganhar mais tempo para o que realmente importa.

Em segundo lugar aparece a transformação pessoal (13,7% dos respondentes), ou seja, contar com a IA para evoluir e se aprimorar. Outros 13,5% pretendem usar a IA para organizar o dia a dia (como gerenciar a agenda). E 11,1% esperam conquistar mais tempo livre graças à IA.

A Anthropic também quis entender se a IA tem correspondido às expectativas. Segundo a empresa, 32% dos respondentes confirmaram ganhos de produtividade. Por outro lado, 18,9% afirmam que a tecnologia não entregou o que prometia (por exemplo, por causa de respostas erradas).

Ce que les gens craignent

As entrevistas automáticas também evidenciaram os medos dos usuários. Para 26,7% dos respondentes, a maior preocupação são as alucinações e respostas incorretas da IA. Já 22,3% estão apreensivos com o impacto da tecnologia na economia e no mercado de trabalho. E 21,9% temem uma perda de autonomia do ser humano.

“Cerca de 11% das pessoas entrevistadas não expressaram nenhuma preocupação: elas tendiam a ver a IA como uma ferramenta neutra, comparando-a à eletricidade ou à internet, ou estavam convencidas de que os problemas que ela poderia gerar seriam resolvidos com adaptação. Mas, em média, os entrevistados relataram 2,3 preocupações distintas”, aponta a Anthropic em seu relatório.

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