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Híbridos dão recorde de vendas à Lamborghini em 2025

Carro esportivo verde com detalhes em azul e preto exposto em salão de automóveis moderno.

A possibilidade de a Lamborghini perder fôlego nas vendas ao acelerar a eletrificação até poderia gerar dúvidas, mas 2025 deixou claro que o receio era infundado. Na prática, a fabricante de Sant’Agata Bolognese fechou o ano anterior com mais um recorde de emplacamentos - a quinta marca histórica consecutiva.

Mesmo que, neste momento, a estratégia de eletrificação esteja focada nos híbridos (os modelos 100% elétricos ficam para o fim da década), o desempenho reforça a presença da marca em um nicho muito específico: o de superesportivos e SUVs de luxo. No acumulado global, foram entregues 10.747 veículos.

Segundo a Lamborghini, dois modelos eletrificados tiveram papel decisivo nesse resultado. O primeiro é o Revuelto, o primeiro híbrido plug-in da marca, que combina um motor V12 com potência de 1.016 cv. O segundo é o Urus SE, versão híbrida plug-in do “Super SUV”.

“Os resultados refletem nossa capacidade de compreender a dinâmica do mercado e de tomar decisões estratégicas que atendem, de forma concreta, às expectativas dos nossos clientes”, afirmou Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini.

Ao longo deste ano, a linha passa a incluir também o novo Temerario, que chega para substituir o consagrado V10 por um V8 biturbo associado a um sistema híbrido plug-in. Com isso, a Lamborghini deve se tornar a única fabricante de superesportivos de luxo com uma gama totalmente híbrida.

Além do impacto direto na performance e no consumo, a transição para híbridos também tem implicações relevantes no posicionamento do produto: em um segmento em que exclusividade e resposta imediata ao acelerador são essenciais, a eletrificação tende a ser usada como ferramenta de ganho de desempenho - e não apenas como argumento ambiental.

Outro ponto que ajuda a explicar o bom momento é a disciplina de produção típica do mercado de luxo. Ao controlar volumes e manter listas de espera, a marca preserva valor de revenda, percepção de exclusividade e estabilidade de demanda, mesmo em cenários econômicos instáveis.

Vendas da Lamborghini por região

O recorte regional mostra que a área EMEA (Europa, Oriente Médio e África) segue como o principal pilar da Lamborghini, com 4.650 entregas. Na sequência aparecem as Américas, com 3.347 unidades, e a região Ásia-Pacífico, com 2.750 veículos entregues.

Para Winkelmann, os números reforçam a robustez da operação: “As entregas recordes confirmam a capacidade da marca de se destacar em um ambiente global complexo”, declarou em comunicado.

O que esperar do futuro da Lamborghini?

Com a gama totalmente hibridizada e a aceitação do mercado comprovada pelos resultados, o próximo grande marco já tem nome e está em desenvolvimento: Lanzador. Ele será o primeiro Lamborghini 100% elétrico, no formato GT 2+2, com lançamento previsto para 2029.

Por enquanto, o cenário é de confiança - mas a grande dúvida é como esse modelo será recebido quando chegar às lojas. Vale lembrar que os elétricos, especialmente os esportivos, não vêm tendo a adesão esperada. Marcas como a Porsche já recuaram em algumas ambições. A questão que fica é: a Lamborghini seguirá firme no plano do Lanzador ou, se o mercado não responder, também vai reconsiderar a rota?

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