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Vamos entrar em fevereiro com preço do gasóleo a subir

Homem em posto de gasolina segurando mangueira e olhando para placa de preços de gasóleo.

Na primeira semana de fevereiro, a tendência deve repetir o que aconteceu no fim de janeiro: em vez de um reajuste nos dois combustíveis, a expectativa é de alta apenas no gasóleo simples, enquanto a gasolina simples deve permanecer estável.

Segundo projeções do setor (ACP), o gasóleo simples tende a subir 0,5 centavo de euro por litro, ao passo que a gasolina simples não deve registrar mudança de preço.

Se essas estimativas se confirmarem, o preço médio do gasóleo simples passa para 1,579 €/l e a gasolina simples deve continuar em 1,664 €/l.

Como é calculado o preço dos combustíveis (DGEG)

A estimativa do preço dos combustíveis é baseada nos números publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os dados referentes à quinta-feira, 29 de janeiro.

Os valores divulgados pela DGEG já consideram tanto os descontos aplicados por redes e postos quanto as medidas do governo atualmente em vigor.

Ainda assim, é importante ter em mente que esses números não são, necessariamente, os que você verá na bomba. Eles funcionam como médias de referência, e cada revendedor continua livre para definir seus preços conforme sua estratégia comercial e a concorrência local.

Medidas do governo em vigor e o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP)

Desde 2022, seguem valendo medidas do governo voltadas a amortecer a alta do preço dos combustíveis, com foco sobretudo no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No entanto, essas medidas vêm sendo revertidas aos poucos, inclusive por exigências da União Europeia.

No fim de novembro, o valor unitário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) foi atualizado, passando para 497,52 euros por 1.000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1.000 litros no gasóleo.

Na prática, essa revisão equivale a um aumento de imposto por litro de cerca de 1,6 centavo de euro na gasolina e de mais de 2,4 centavos de euro no gasóleo.

Com esse ajuste, o chamado “desconto fiscal” encolheu. Por isso, mesmo com a queda recente no preço dos combustíveis, os consumidores em Portugal não acabam aproveitando integralmente essa redução.

O que mais pode mexer no preço dos combustíveis nas próximas semanas

Além de impostos e medidas temporárias, o preço dos combustíveis costuma reagir a fatores como a cotação internacional do petróleo, custos de refino e logística e oscilações no mercado europeu. Pequenas mudanças nesses componentes podem aparecer rapidamente no valor final, sobretudo quando as margens do setor já estão apertadas.

Para quem busca reduzir o impacto no bolso, vale acompanhar as médias semanais, comparar preços entre postos da região e, quando possível, planejar abastecimentos fora de horários e locais tradicionalmente mais caros (como rodovias e áreas turísticas), já que a variação entre revendedores pode ser significativa mesmo quando a média nacional parece estável.

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